Bem-vindo novamente a Thargor!
Finalmente, depois de um looooooooongo inverno, voltei a me dedicar à escrita d’O Herdeiro de Seämus, segundo livro da série Lordes de Thargor. Tá certo, ta certo! Eu sei que já havia dito isso anteriormente, mas agora o negócio é pra valer.
Comecei a jornada do segundo livro revisando os capítulos que já havia escrito, até como uma forma de me [re]familiarizar e me reinserir nesse universo fantástico, depois de andar por tantos e tão diferentes outros mundos.
Mantive algumas passagens, alterei outras, mas acho que estou conseguindo direcionar a escrita para aquilo que queria. Agora, estou dando o próximo passo: o desenvolvimento da história a partir do ponto onde havia parado.
N’O Herdeiro de Seämus, Deiv continua suas aventuras na busca pelos Primais, os Poderes de Thargor. Agora, ele está mais cônscio de sua participação e importância nesta jornada e até já se arrisca a encarar os poderes que adquiriu por acaso como um dom a ser usado em seu benefício. Porém, nem tudo são flores pra ele e no decorrer do livro, vão ocorrer fatos que mudarão seu caminho, pondo em cheque essa confiança frágil que ele pensava te adquirido.
Personagens do primeiro livro ganharão destaque nesse segundo volume, como sua amiga Rita e a princesa Ezel, do Povo das Sombras. Além, claro, de Háriel, Dóra, Namesin e algumas outras boas surpresas que estou reservando.
E, pra coroar essa retomada, posto abaixo um pequeno excerto, o reencontro de Deiv e Háriel Ehltor, príncipe herdeiro do trono de Thalian, do povo Hhaldór.
[...] o barulho de passos chegou a seus ouvidos vindos da parte de cima da casa, de seu quarto, mais precisamente. Deiv e Rita se entreolharam sem, no entanto, trocar palavras e voltaram suas miradas receosas para a escada.
No meio do pandemônio em que tinha se transformado sua vida, ele não tivera tempo de mandar consertar o estrago no telhado, de modo que só havia fechado a abertura no teto com algumas telhas para evitar a chuva. Em nenhum momento lhe passou pela cabeça a idéia de que alguém pudesse utilizar o buraco para entrar na casa.
Segundos que pareciam uma eternidade se passaram antes que uma pequena sombra se projetasse sobre os degraus da escada, revelando pegadas firmes de pelo menos três pessoas que desciam para a sala com passos cadenciados. Deiv colocou a mochila no chão e olhou sem pestanejar para as sombras ainda indistintas, segurando firme o amuleto por sob a camiseta. Rita colocou-se atrás dele e começou a puxá-lo, como que querendo arrastá-lo para fora da casa.
No entanto, ele sequer se moveu, esperando pacientemente que seus ilustres hóspedes desconhecidos se revelassem.
Do estado de apreensão em que estava seu coração passou a uma felicidade incontida quando a luz da clarabóia iluminou três silhuetas bastante conhecidas. Correu para junto delas e pulou no pescoço de uma das três figuras que o saudavam com entusiasmo.
Háriel Ehltor, o príncipe dos Hhaldór, Dóra Yenawin, a guerreira amazona da tribo das Icamiabas e Ezel Fearinin, a princesa do Povo das Sombras do Reino de Liar acabavam de chegar trazendo mais alegria ao coração de Deiv.
- Háriel, Dóra, Ezel, como é bom ver vocês de novo, falou entre soluços de alegria.
- Também me alegra muito revê-lo, meu amigo, tornou Háriel, com um sorriso meio diplomático, meio de saudade.
Estava diferente, de cabelos curtos cuidadosamente penteados, e vestido de forma distinta, mais casual e menos guerreira, com um traje que em nada lembrava a roupa–armadura prateada que Deiv conhecia. A nova vestimenta era composta por uma grossa calça preta e um grande casaco cinza escuro de mangas longas, entrelaçado por um fino cordão que saia da base da cintura e subia firme até a altura do peito, onde tornava a afrouxar-se deixando, em parte, o largo tórax à mostra. Cingindo-lhe a cintura havia um belo cinturão negro adornado por uma fivela prateada decorada com dois dragões em alto relevo, onde descansavam seus Maháe, presos à direita, e uma pequena adaga oculta sob uma bainha de couro decorada com pequenos arabescos em prata e ouro, à esquerda. A pele azulada apresentava agora uma cor acentuadamente forte, trigueira, como se bronzeada — se é que se pode fazer uso desse termo em se tratando dos Hhaldóre — o que tornava seu rosto ainda mais belo e a expressão de seus pequenos olhos negros mais perceptível, mais viva.
Entretanto, não era apenas na aparência que o Hhaldór se mostrava outro. Alguma coisa em sua essência havia se modificado, algo que o havia deixado diferente, jovial, menos cerimonioso e mais afável. Seu sorriso estava mais fácil e seu coração, ao que parecia, mais acessível”.
Lordes de Thargor, o Herdeiro de Seämus
Capítulo Um.
* Réss fëanáry significa, em Anthár, “Saudações (seja bem-vindo), Visitante!”.









Eu sabia que a Rita teria uma participação maior na história. Afinal, foi em suas mão que a imagem do amuleto surgiu pela primeira vez se não me engano. Fico feliz de ver o vol II em andamento e ansioso como sou, muito curioso para folear o livro e ver como seguem as histórias. mais pra frente, quando tiver novidades não se esqueça de me avisar para que eu possa fazer a devida divulgação.
ResponderExcluirAbraços,
Rafael/ Zé do Livro
Fala Rafael,
ResponderExcluirPois é, cara. Nesse segundo livro, a Rita terá um papel importante em relação a algumas tomadas de decisões que nosso jovem amigo Deiv vai ter que fazer, além das situações difícies que vai ter que encarar.
O livro agora voltou aos trilhos e espero terminá-lo logo. Por conta de participações em outros projetos, acabei relegando-o a segundo plano. Mas agora é pra valer.
E valeu pela força e disposição em ajudar na divulgação. Não se preocupe, ssim que tiver tudo ok, volto a te pentelhar.
Abraços