Réss Fëanáry *
Bem-vindo novamente a Thargor!
Este é um mundo vasto e de belezas fantásticas, onde a magia está presente em cada canto, seja a magia arcana que corre livre pela natureza, seja a magia das criaturas que habitam suas muitas plagas ou aquela dominada pelos homens.
Muitos foram os artefatos criados por eles para controlar esta magia e utilizá-la a seu favor. Dentre eles, a mais poderosa foi, sem dúvida, a Pedra de Zhar, mas outros artefatos de igual poder também merecem atenção, como as dez poderosas Fontes de Poder.
Criadas pelo grande deus Yeshimir, o vermelho, a partir das pedras fundamentais dos Khieryânar, os Dez Santuários de Luz, templos dedicados à deusa Yeshithar, que foram destruídos durante a Primeira Grande Guerra de Thargor, as Fontes tinham em si o poder da transformação. Capacitores de toda a magia praticada nos templos durante eras, elas tinham o dom de conceder a imortalidade àqueles que a possuíssem, além de lhes conferir poderes inimagináveis.
No início da escrita do primeiro livro, Lordes de Thargor, o Vale de Eldor, onde as Fontes de Poder aparecem pela primeira vez, eu fiz uma arte conceitual para retratar estes artefatos, arte que gostaria de dividir com vocês:
E, pra completar, abaixo segue a descrição de sua criação:
“[...] Novamente as torres imponentes dos Palácios de Orhmos apareceram no horizonte da esfera. Bem abaixo delas, nos salões subterrâneos, surgiu outra vez a imagem do deus vermelho [Yeshimir]. Trazia nas mãos as dez pedras que tinha recolhido há pouco nos templos destruídos. Deslizando-se suavemente no ar, como se não sentisse a gravidade à sua volta, ele passou por uma centena de largos túneis e corredores escuros que levavam a outras partes ainda não conhecidas de sua morada e entrou, por fim, numa câmera arredondada onde havia uma infinidade de matérias de trabalho; martelos, barras, bigornas, pedaços retorcidos de metal — tornados vermelhos pelas brasas incandescentes das dezenas de fornalhas acesas do lugar — pedaços de madeira e mais centenas de tralhas e utensílios utilizados na forja de armas.
Yeshimir colocou as pedras sobre um altar e em seguida, começou a trabalhá-las exaustivamente até dar-lhes formas variadas. Em meio ao colorido avermelhado das fornalhas e ao brilho encantado que saia de suas mãos as pedras foram incrustadas, uma a uma, na ponta dos pedaços de madeira, cada um com mais ou menos um metro de comprimento e todos eles talhados com desenhos em alto relevo que lembravam figuras de guerra. Na ponta do cajado, envolvendo a pedra, havia dois adornos parecidos com pequenas peças triangulares, com as pontas voltadas para dentro e presos a ele por duas pequenas hastes, que saíam do meio dos triângulos e se uniam à base superior do cajado, como uma meia proteção [...]”.
* Réss fëanáry significa, em Anthár, “Saudações (seja bem-vindo), Visitante!”.










Olá, venho fazer um convite, para conhecer Derin e Shard – Contos de uma Andarilha, um novo universo fantástico, criado, escrito e ilustrado por Anerol Sevla, com aventura, romance, suspense e mistério. Uma série em capítulos, recentemente publicada no blog LugarDistante, acesse:
ResponderExcluirhttp://lugar-distante.blogspot.com/search/label/Contos%20de%20uma%20Andarilha
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Até a próxima!